sexta-feira, 24 de abril de 2009

Criatividade Carioca!



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Repercussão internacional dos muros nas favelas!

A notícia da construção de muros para cercar as favelas no Rio corre o mundo e é notícia em vários países. O jornal espanhol El País publicou, em uma coluna de turismo, um especial sobre o Rio, e comenta que "o governo regional começou a levantar um muro que separa as favelas das zonas mais turísticas". " Más seguridad, mejor estética... menos esencia.", diz o jornal, "mais segurança, melhor estética... menos essência".



Um texto da Associated Press, do jornalista Bradley Brooks, cobrindo o fato, foi publicado em vários jornais e portais de notícias de diferentes países, como os britânicos The Guardian e BBC News, os americanos CBS e ABC News, e até no neozelandês New Zealand Herald, que enfatiza o testemunho de uma moradora da favela Santa Marta, que diz "I wonder about one thing – is this wall going to curtail our freedom?", "Eu me pergunto uma coisa – irá este muro restringir nossa liberdade?".



A agência de notícias Reuters International afirma que os muros são "discriminatórios e uma mácula simbolizando a profunda divisão entre ricos e pobres no Brasil", alertando também quanto ao confronto entre bandidos e policiais e quanto aos ocasionais arrastões nas praias.

Que bela imagem estamos passando pro resto do mundo hein?

Passageiros agredidos nos trens pelos funcionários da SuperVia! O maior absurdo em muitos anos.

Assistam esse trecho do Programa do Jô com as "Meninas do Jô", de 15/04/09
video

O vídeo diz tudo, e vai além.

Obs.: Já é a segunda semelhança de atitudes do atual Governo com as atitudes nazistas no período do Holocausto. Pensem nisso.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O quê o atual Governo do Estado fez pelo interior?

Me lembro bem da campanha do Cabral ao Governo do Estado em 2006. Ele percorreu quase todo o Estado em uma van, e repetia em seu programa que "o Estado do Rio cresce com a força do interior". Nas promessas, anunciou a construção de escolas técnicas e profissionalizantes, uma universidade estadual na Região Serrana, criação de empregos através dos Pólos Regionais de Desenvolvimento, e prometeu ainda atrair cada vez mais investimentos para o interior.

Assistam alguns vídeos da campanha:
Região Serrana: http://www.youtube.com/watch?v=jAaqRJvULD8
Região Sul/Centro: http://www.youtube.com/watch?v=6Dhy-Hh1P2A
Região Norte/Nordeste: http://www.youtube.com/watch?v=GcxoQaWn-fc

Passados dois anos, vejamos o que ele realmente fez: quase nada.

Cabral, como a maioria dos governadores do rio, age como um prefeito da cidade do rio, ou como governador da Guanabara, demandando toda atenção e esforço nos problemas da capital. Isso talvez se deva ao fato de que a maior parte dos fluminenses mora na região metropolitana, o que torna essa região uma formadora de opinião e com maior número de eleitores, por tanto, decisiva numa eleição, mas não necessariamente mais carente da presença do poder público. Onde estão as milhares de escolas técnicas prometidas, para levar ensino profissionalizante aos fluminenses mais carentes do interior, dando-lhes assim mais oportunidades? E as obras de infra-estrutura, como saneamento e transportes, que praticamente só acontecem no Grande Rio e olhe lá?

Em campanha, Cabral prometeu estender a linha 2 do metrô rumo à Baixada, tornado o ramal de Belford Roxo em Metrô de Superfície, e levá-lo até Nova Iguaçú. Ná prática? O Governo planeja jogar no lixo os projetos originais do Metrô e estender a Linha 1 da Zona Sul do rio até a Barra da Tijuca. Mas e a Baixada? Continua com os trens do jeito que estão, precários, super lotados, e não por acaso, hoje em greve. As linhas de ônibus da Baixada também entraram em greve recentemente, e o sitema de Barcas vem funcionando de maneria precária há muito tempo, sem que providências sejam tomadas.

Na área da saúde, prometeu se aliar às prefeituras para financiar o custo de funcionamento para tornar os postos de saúde 24 horas em todo o Estado. Não fez. Ao invés disso, tomou pra si uma atribuição que deveria ser das prefeituras, e criou a UPA (que tem uma estrutura alugada e com funcionários terceirizados, custando alguns milhões por mês de aluguel), que também só está presente maciçamente na Região Metropolitana. Curiosamente, em Duque de Caxias, já havia o acordo entre o Governo do Estado e a Prefeitura para o funcionamento 24 horas dos postos de saúde, mas mesmo assim Cabral construiu duas UPAs no município.

Quanto à segurança, o projeto era criar um "rigoroso controle das fronteiras do estado, para evitar a entrada de armas e drogas”. Esse sistema contaria com barreiras, nas principais vias de entrada ao Rio, com cães e equipamentos eletrônicos. O Grupamento Marítimo contaria com mais embarcações e trabalharia integrado com a Marinha e a Polícia Federal, e os pequenos aeroportos do interior seriam vigiados por grupamentos da Polícia Civil especialmente treinados para tal função. Se levarmos em conta que o tráfico de drogas só aumenta, e que a cada dia vemos na mídia a notícia da apreensão de toneladas e mais toneladas de drogas e armamentos dentro de paióis nas favelas na capital, fica claro que Cabral não agiu como prometeu em campanha: Não há vigilância nas fronteiras.

O Governador gaba-se de ter trazido várias empresas para o Estado: os grandes estaleiros, a Cia. Siderúrgica do Atlântico, as montadoras de veículos de Porto Real, e a refinaria de Itaboraí. Realmente, ele teve sua parcela de participação para trazer esses investimentos, mas não enquanto Governador. Na verdade, nesse governo não houveram novos grandes investimentos no Estado, muito menos no interior. Na capital, há o PAC, que diga-se de passagem, é pura propaganda do governo federal e não traz nenhuma obra significativa ou de grande importância para a população. Mas no interior, o Governo Cabral mais uma vez falhou, e vive de ostentar conquistas do passado.

Estes são só alguns exemplos do descaso do Governo que, supostamente, deveria ser do Estado do Rio, e não um governo que tenta usar a capital para ganhar visibilidade e conseguir levar em frente o péssimo trabalho que vem fazendo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cercar as favelas com muros é a solução?

Olá a todos. Por meio desde blog, comentarei sobre notícias e acontecimentos, principalmente sobre a política e o dia-a-dia da cidade do Rio. Pra começar, vou falar um pouco sobre a construção de muros nos limites das favelas.

O Globo de 23/03/09: Estado levanta muro no Dona Marta; na Zona Sul serão
11 mil metros de concreto



Bom, este não é um projeto novo, mas só agora tiveram a ousadia (e a sandice) de torná-lo real. Obra de nosso ilustríssimo senhor Governador Sérgio Cabral. A favela onde está sendo construído o muro, a Santa Marta, em Botafogo, está ocupada pela "Polícia Pacificadora", que supostamente acabou com o tráfico de drogas na comunidade e expulsou os traficantes.

O RJTV vem mostrando exaustivamente nas últimas semanas os trabalhos que vem sendo feitos, como legalização das ligações de água e luz, inspeções nas condições estruturais das casas e barracos e serviços de orientação habitacional e de construção para os moradores, sem contar a fiscalização, o que impediria a expansão da favela. Encontramos aí a primeira contradição: Ora, se o poder público está se fazendo presente na comunidade, impedindo que ela avançe tanto horizontal quanto verticalmente, por quê a necessidade de um muro? Já que, supostamente, há fiscalização, não seria preciso construir uma muralha para cercar a favela.

Foi dito que também serviria para impedir que os traficantes fugissem para a mata e se escondessem. Mas o tráfico na comunidade não foi extinto?! Cabral, Cabral..

Atitudes como essa só mostram a total ausência de uma política habitacional e social que se mostre eficaz em melhorar a qualidade de vida da população que mora em comunidades carentes e criar oportunidades reais para que essas pessoas possam progredir. É mais uma atitude irracional e discriminatória do (Des)Governo do Estado, que trata as favelas, segundo Cabral, como uma "fábrica de marginais".

Esses muros nas favelas, na verdade, me lembram um outro muro:


Gueto (do italiano ghetto) é um bairro ou região de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou qualquer outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais. Por extensão, designa todo estilo de vida ou tipo de existência resultante de tratamento discriminatório.
O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto judaico estabelecido pela Alemanha Nazista na Polônia durante o Holocausto, ao tempo da Segunda Guerra Mundial. (Wikipedia)

Como disse CM, Goebbels perde.