segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

De volta em 2010

Caros leitores, começo esse post me desculpando com vocês. Fiquei muito sem ocupado nos últimos tempos, e tive que deixar o blog de lado. Mas esse ano mais do que nunca, se faz necessário a presença de blogs como este, denunciando, informando a população, pois 2010 é ano de eleição, e os maiores descalabros irão acontecer. Fiquem atentos pois em breve, o blog retorna com força total.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016! E agora?

E o Rio ganhou! Será sede dos Jogos Olímpicos de 2016! Mas e agora? Qual foi o caminho percorrido até a vitória? Quais são os desafios daqui pra frente? Quais os riscos que corremos? É sobre isso que vamos falar nesse post de retorno, encerrando o breve intervalo sem novas postagens, cujo motivo foi a falta de tempo.




Uma breve história das candidaturas olímpicas do Rio.

Não levando em consideração as intenções olímpicas antes da redemocratização brasileira, o sonho de realizar as jogos na nossa cidade começou a se tornar realidade em 1993. Encorajado por João Havelange e Roberto Marinho, o então prefeito Cesar Maia lançou candidatura para sediar os Jogos de 2014. Os três sabiam que a vitória não seria de primeira, mas que este era o início de um processo de aperfeiçoamento, de tentativas, que culminariam no resultado esperado.

Na escolha em 1997, o Rio foi desclassificado na primeira fase. Em 2002, a cidade foi escolhida para sediar os Jogos Pan-Americanos de 2007, e aí os ventos começaram a soprar a favor. Numa nova tentativa, desta vez pelos Jogos de 2012, ainda em 2004 o Rio foi novamente desclassificado, e na fase preliminar. Esses dois últimos acontecimentos (escolha para sediar Pan-2007 e desclassificação nas preliminares por JJOO-2012) foram cruciais para que alcançássemos a maturidade de projeto e comprometimento político para conquistar Rio 2016.
Os projetos apresentados ao Comitê Olímpico Internacional para concorrer à sede, tanto em 1997 por 2004, como em 2004 por 2012, eram simplesmente isso: projetos. Não havia quase nada de concreto, poucas garantias de viabilidade, muitas construções grandiosas a serem erguidas e pouco apoio de patrocinadores. E o COI aconselhou o Rio a se dedicar ao Pan-2007, para mudar essa situação. Juntos, Prefeitura do Rio e o Comitê Olímpico Brasileiro seguiram à risca esse conselho.

Todos os equipamentos dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 foram reformulados, e construídos em nível olímpico, triplicando o orçamento inicial, mas garantindo vitórias futuras, como a Copa de 2014 e agora as Olimpíadas de 2016. Ao invés de um ginásio poliesportivo, foi construída a Arena Multiuso do Rio, de altíssimo padrão e que trouxe para a cidade inúmeros eventos. Ao invés de utilizar as piscinas do Júlio Delamare, no complexo do Maracanã, foi construído o Parque Aquático Maria Lenk, que receberá, sem nenhuma obra de adição necessária, todas as competições de saltos ornamentais e pólo aquático em 2016. Ao invés de um pequeno estádio, foi construído o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, uma das maravilhas arquitetônicas brasileiras, que revitalizou e valorizou o bairro do Engenho de Dentro, e é usado nas partidas dos campeonatos de futebol, estando sob administração do Botafogo. Sem falar do Velódromo, de altíssimo nível, o Complexo Esportivo de Deodoro, a reforma do Maracanã, e inúmeros equipamentos.

O Rio de Janeiro realizou os melhores Jogos Pan-Americanos de toda a história, e se havia alguma sombra dúvida quanto ao legado do Pan para a cidade, ela se desfez agora: são as Olimpíadas de 2016!


Mas não foi só isso. O Comitê Organizador da candidatura do Rio para os JJOO-2016 (CO-RIO) fez um primoroso trabalho, organizando todo o projeto com estudos, escolhendo as melhores opções para apresentar ao COI, acompanhando a capacidade de desenvolvimento não só da cidade, mas do país, e apresentando uma proposta grandiosa, mas viável e de excelência.
Graças a ousadia, perseverança e trabalho duro de homens como Carlos Arthur Nuzman (presidente do COB), João Havelange, Roberto Marinho e Cesar Maia, esta empreitada não só é possível, como agora é real.


Sete anos de trabalho pela frente.

Apesar da conquista, muita coisa ainda tem que ser feita, e o Rio teve como pontos fracos apontados o sistema de transportes e a quantidade de quartos de hotel disponíveis. A iniciativa privada, ciente dos grandes lucros em potencial, certamente dará conta de fechar a conta de leitos necessários, tanto para a Copa de 2014 quanto para 2016. Mas na área de transportes, a situação é realmente preocupante. Não só pela situação atual, mas também pelos pífios projetos apresentados, que chega a ser um retrocesso para o sistema de transporte de massa do Rio de Janeiro.



  • Transportes:
Em breve teremos um post falando sobre a malha metroviária do Rio, projetada nos anos 60 e planejada para estar completa até o ano 2000, com verba destinada no orçamento desde aquela época. No entanto, todos sabemos que as coisas não foram dessa forma. A cidade tem duas linhas de metrô, ambas incompletas, que estão sendo unidas por um projeto insano. A melhor alternativa para os Jogos de 2016 seria leva o metrô até a Barra da Tijuca, onde se concentrarão cerca de 50% das competições realizadas, através da linha 4, de Botafogo até o terminal Alvorada. No entanto, essa alternativa não foi apresentada ao COI. Um dos motivos é a falta de verba. O outro é a falta de vontade política. O Governador Sério Cabral até cogita a possibilidade de construir Linha 4 até a Barra, mas em um novo traçado, que só atende aos interesses das empreiteiras envolvidas e da concessionária que administra o MetrôRio, e descarta totalmente o projeto original. Os investimentos no Metrô prevêem a compra de novos trens e reforma dos antigos.

A "grande inovação" projetada para os transportes foram os corredores de BRT (Bus Rapid Transit), semelhantes aos implantados no Paraná, pelo ex-governador e urbanista Jaime Lerner. É uma alternativa mais barata, mas definitivamente não é a melhor escolha para o Rio. Três corredores foram propostos, o Barra-Penha (T-5), Barra-Zona Sul (via alargamento da Auto Estrada Lagoa-Barra) e o Barra-Deodoro. Fora o Corredor T-5, que já era previsto para o Pan-2007, os demais não tem projeto nem traçado detalhado, e há duvidas quanto a sua eficácia. Além do mais, colocar mais ônibus nas ruas, mesmo que expressos e de grande capacidade, nunca é uma boa opção.

As linhas da SuperVia só receberão novos trens, e talvez um novo sistema de sinalização. Nada de equiparar a qualidade dos trens à do metrô ainda.
Mas acho que a pior idéia até agora foi a do prefeito Eduardo Paes: Instituir rodízio de carros no Rio, como em São Paulo! Com uma engenharia de tráfego competente e investimentos maciços no Metrô, essa aberração não será necessária. Mas esperar isso do nosso prefeito é demais...



  • Grandes instalações = Elefantes Brancos?

Como já falamos, cerca de 50% das competições em 2016 serão realizadas na Barra, sem contar a Vila Olímpica e a Vila de Mídia. É lá também que a maior parte das instalações será construída do zero, já que serão obras específicas para a Olimpíada. Dessa forma, o Autódromo Nelson Piquet deixará definitivamente de existir, para dar lugar ao Complexo da Cidade dos Esportes. Serão disputadas 12 modalidades no complexo, entre elas: basquete, judô e taekwondo, lutas, handbol. Serão construídos também um novo estádio aquático, para as provas de natação e nado sincronizado, e centros de hóquei sobre grama e tênis. Heranças do Pan-2007, a Arena Multiuso receberá a ginástica olímpica, rítmica e de trampolim; o Velódromo terá ciclismo; e o Parque Aquático Maria Lenk, pólo aquático e saltos ornamentais. Que benefícios pós-Jogos esses equipamentos trazem para a cidade? Como serão usados e mantidos? Qual o impacto imediato dessas instalações no local? Tudo isso ainda é incerto, e preocupante.


Conheça melhor os planos para 2016:




A área escolhida para a Vila Olímpica é valorizada, e a sua construção só deve impulsionar o avanço da especulação imobiliária. Os demais locais de competição, como Engenhão, Maracanã, Aterro do Flamengo, Lagoa, Copacabana e Deodoro já possuem as instalações prontas ou serão temporárias. Como aliar a realização dos jogos ao desenvolvimento urbano? A resposta está em Barcelona, sede dos Jogos Olímpicos de 1992. Foi um divisor de águas na história daquela cidade, que se revitalizou e modernizou completamente, entrando de vez no mapa do turismo internacional, sendo atualmente a terceira mais visitada da Europa.

O custo dos Jogos de Barcelona é estimado em R$ 25 bilhões, em valores atuais, muitas vezes a mais do que o orçamento inicial, mas valeu a pena. A cidade antes industrial, violenta e sem vida se tornou a mais moderna da Espanha. A Vila Olímpica foi construída numa área antes degradada, perto do porto, onde haviam presídios e fábricas. Com a Vila, um novo bairro surgiu, voltado para o mar, e foi a região que mais cresceu e se desenvolveu naquela cidade. No total, Barcelona abriu 40 km de ruas, fez 220 km de redes de esgoto e construiu 75 novas instalações esportivas. Dois anos após os jogos, foi registrado um aumento de 22% no número de turistas.

Eduardo Paes incluiu a tão esperada Revitalização do Porto do Rio na conta das Olimpíadas, mesmo sem nenhuma instalação olímpica estar planejada para a Zona Portuária. Como o carioca já espera sentado há anos por essa grandiosa obra de revitalização, é difícil acreditar que alguém com a credibilidade da palavra questionável como nosso prefeito vá realmente realizá-la. Coisas muito menores foram prometidas na campanha e convenientemente esquecidas e/ou ignoradas.

É um grande desafio, mas também uma grande oportunidade. O Rio tem que lembrar de seus erros passados, aprender com os acertos dos outros, e trabalhar duro para realizar com primor a primeira Olimpíada da América do Sul. Vamos torcer para que o que andam dizendo no twitter não se torne realidade: RIO2016 = CPI2017. E agradecer a Deus por, em 2016, não termos mais que aturar nem o Lula nem o Sérgio Cabral (e tomara que o Eduardo Paes também não).


Para finalizar, fiquem com o belíssimo vídeo apresentado ao COI pela delegação brasileira:


sábado, 15 de agosto de 2009

Especulação Imobiliária agora quer avançar sobre Áreas de Proteção Ambiental! Marapendi e Grumari em perigo!

Mais um descalabro da prefeitura de Eduardo Paes: está sendo estudada uma mudança na legislação atual para permitir a construção de pelo menos 11 "eco resorts" em nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi e Grumari. Quem faz a denúncia é o jornal Estado de São Paulo. Segundo matéria do jornal, o pretexto para a mudança na legislação é a necessidade de quartos de hotel para a Copa de 2014 e a possível Olimpíada de 2016.

Criada em 1992, a APA de Marapendi abrange, além da lagoa e o canal de Marapendi, a faixa de areia entra a lagoa e o oceano e as áreas de entorno, e tem uma extensão de mais de 9.700 km². É um dos últimos fragmentos de mata de restinga nativa, e um refúgio para uma quantidade enorme de espécies vegetais e animais da região. A criação das APA de Marapendi e Grumari tiveram, na época, o apoio e pressão de grupos ambientalistas.

Agora, o prefeito Eduardo Paes e seu secretário de urbanismo, Sérgio Dias, querem permitir construções nesse local. Como a região é privada e dividida em lotes, eles seriam vendidos separadamente, e cada resort construiria 200 suítes. Diz o secretário de urbanismo: "Trata-se de uma área controlada que merece todo o cuidado, mas temos de levar algum tipo de situação econômica para dar sustentabilidade, senão o proprietário abandona". Secretário, não seja por isso, eis a solução: Transforme em parque! Já que agora existe essa tal "integração entre os três níveis de governo", tenho certeza que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, e o ministro Minc do Meio Ambiente iriam adorar cooperar para preservar e manter intacta essa e outras importantes áreas verdes do Rio de Janeiro.

O vereador Alfredo Sirkis, do PV, autor da lei que criou a APA de Marapendi, diz que a legislação atual já permite inclusive a construção dos tais "eco resorts", mas afirma que esse tipo de projeto não é de porte suficiente para atender a demanda de uma Copa ou Olimpíada. Sirkis diz que se o objetivo for realmente viabilizar economicamente a construção e os limites de preservação forem respeitados, não há problema. No entanto, afirma: "Desconfio que não seja só isso". Eu também desconfio. Se a legislação atual já permite o tipo de construção que eles afirmam querer atrair, por que então dizer que estudam mudança na legislação? Muito estranho..

Para o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), há alternativas mais inteligentes para hospedagem. Segundo o coordenador da Câmara de Arquitetura e Urbanismo e integrante da Comissão de Meio Ambiente do Crea-RJ, Paulo Oscar Saad, "se a Prefeitura fosse inteligente, mobilizaria a cidade para um grande esforço de cama e café, porque haverá muitos turistas interessados em conhecer as famílias, a cultura. Seria melhor do que comprometer a reserva", e faz o alerta: "A Copa vai ser utilizada como pretexto para várias barbaridades".

Moradores e especialistas que acompanham a situação da APA afirmam que não há fiscalização, há despejo de esgoto, incêndios no verão e proliferação de espécies exóticas que expulsam a vegetação nativa de restinga. O biólogo Mário Moscatelli afirma que o mesmo problema acontece em Grumari, que estaria virando um grande bananal.

Duvido muito que as autoridades responsáveis pela escolha da cidade sede das Olimpíadas de 2016 veriam com bons olhos uma grande área verde sendo colocada em perigo com pretexto de atingir demanda por quartos. E espero que os moradores próximos à APA, ecologistas, ambientalistas e cidadãos conscientes protestem e lutem contra o avanço dos interesses excusos do governo municipal e de Eduardo Paes sobre as áreas de proteção ambiental.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Veja como Collor e Lulla mudaram de idéia em relação aos Sarney!

Todos que vem acompanhando a crise no Senado sabem do apoio descarado de Lula ao até agora presidente da Casa, José Sarney. O Presidente da República se rasga em elogios, defende a permanência de Sarney no cargo, desautoriza petistas contrários e chegou a afirmar que José Sarney "não é uma pessoa comum".

Todos também viram o bate boca entre os senadores Pedro Simon (que pedia a renúncia de Sarney), Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros (que defendiam o presidente do Senado). Essa dupla, Collor e Renan, vem agindo intensamente nos bastidores e no Plenário para proteger e assegurar a permanência do maranhense no cargo.

Mas nem sempre foi assim. Tanto Lula quanto Collor já foram críticos ácidos de Sarney no passado, faziam ataques pessoais e não davam nenhuma margem para que qualquer um imaginasse o cenário atual. Vejam alguns vídeos que mostram a opinião dos dois há 20 anos:




Seria engraçado, se não fosse trágico. Dois homem públicos, um ex-presidente e o atual presidente, não honram sua palavra. Não tem nenhuma ética, moral ou coerência. Os dois, inclusive, eram ferrenhos adversários. Hoje em dia...

Poderia mostrar inúmeros vídeos onde Lula e Collor se atacam ferozmente, mas o foco aqui é a união deles para salvar Sarney. É absurdo, é imoral! Quem muda de opinião dessa forma, de acordo com a conveniência, não tem caráter, não merece respeito, muito menos deveria ocupar um cargo público, quiçá o mais alto posto da Nação.

No Twitter, disse Millôr Fernandes:
No Congresso Nacional, uma mão suja a outra.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

100 Anos de Burle Marx

Há 100 anos atrás, nasceu um dos maiores paisagistas do mundo, Roberto Burle Marx. O artista, que usava as plantas como se fossem tinta para pintar seus quadros, deixou várias obras em nossa cidade, e com certeza é um dos responsáveis por ela ser chamada Maravilhosa.

Fica a homenagem do blog a esse grande artista, que tanto embelezou do Rio de Janeiro.





quarta-feira, 29 de julho de 2009

Governo de Sérgio Cabral gasta mais com publicidade do que com áreas de Saúde e Segurança Pública!

Importante denúncia feita no O Globo de hoje, ressaltada pelo blog do Ricardo Gama. O título da reportagem já é preocupante: "Estado poderá não arrecadar R$ 3 bilhões". Isso pode acontecer por causa da receita vinda royaltes do petróleo, que até agora só atingiu 33% do esperado para o ano. Se o Governo do Estado, sabendo da crise internacional, não se precaveu, a culpa é de quem toma as decisões.

Mas o mais grave veio no final da reportagem: o percentual gasto até agora dentro do planejado em algumas áreas. Na Segurança Pública, dos gastos previstos em "Formação de Recursos Humanos", em seis meses só foram gastos 5,8% do previsto para o ano todo! Na função "Informação e Inteligência", algo de vital importância no trabalho da polícia, acredito eu, só foram gastos 0,31%! Menos de 1% do planejado para 12 meses!

Na saúde não poderia ser diferente. Em "Atenção Básica", foram empregados R$ 2,2 milhões dos R$ 44,1 milhões previstos, ou seja, 5,07%. Sendo que no planejamento, o orçamento desse item já havia sido cortado em R$ 18 milhões. Em toda área de saneamento, o gasto até então foi de 1,2% do previsto para o ano.

Agora, caros leitores, pasmem: os gastos com Publicidade do Governo do Estado do Rio já atingem 60% do planejado! R$ 39,6 milhões já foram gastos, dos R$ 66,9 milhões previstos! É um absurdo! O governador Sérgio Cabral prefere gastar com propaganda do que com saúde para a população, com inteligência pra polícia, ou com saneamento para o povo!

ps. Enquanto a Nova Gripe se espalhava cada vez mais no Rio e saía do controle, Cabral estava na Disney, de férias, quase o mês de julho todo. O Secretário de Saúde Sérgio Côrtes também não deu as caras, devia estar viajando também. Agora que tudo está virando um caos eles aparecem, pra falar com a imprensa! Agora é tarde, governador!

Revelações de Eduardo Paes!

É impressionante notar a franqueza ou a falta de noção do que se fala do prefeito Eduardo Paes. Em uma entrevista para o caderno Megazine, do jornal O Globo, que é editado por um grupo de jovens, Paes fez algumas revelações sobre como realmente vê e pensa as coisas.

Falando sobre seu Twitter, foi perguntado ao prefeito se essa ferramenta seria um meio de atingir e conquistar o público jovem, que não esteve ao lado dele durante a campanha e, logo após as eleições, organizou o Movimento Pró-Democracia, que pedia julgamento de diversas irregularidades cometidas durante a campanha. Paes simplesmente diz que não está tentando buscar o público jovem, diz que "Quanto à campanha, quem votou votou, e quem não votou não votou... Mas acabou, eu ganhei e abraço para quem perdeu". Ou seja, que se dane quem é contra, quem é favor, agora já era, ele já conseguiu o que queria, ganhou a eleição, tá feito e vamos ter que engoli-lo! Uma pena que o prefeito pense assim. Também é uma pena não termos uma Justiça Eleitoral séria, que não o puniu pelos panfletos apócrifos caluniando o adversário, pela compra de votos por merenda, pelas faixas espalhadas pela zona Norte denegrindo o adversário... Se tivesse sido punido, duvido que ia falar assim do povo, ainda mais dos jovens.

Eduardo Paes também foi perguntado sobre o poder que as empresas de ônibus exercem. Acusou o ex-prefeito de estar de conluio com essas empresas, mas disse que a força dessas empresas vai diminuir. Na verdade, a Prefeitura não tem nem idéia de quantas linhas de ônibus circulam no Rio. Nem de quantas pessoas transportam. Esses números só devem estar disponíveis daqui a um ano. Até lá, nada de licitação, ordenamento, bilhete único... Falar é fácil, prefeito!

Durante a campanha, quando foi perguntado se já havia usado drogas, Paes confessou ter fumado maconha. O falatório foi tão grande que tentaram ao máximo abafar isso, o então candidato não voltou mais a tocar no assunto até o fim das eleições e vinha mantendo discrição sobre o tema. Pois bem, na entrevista ao Megazine, Paes reafirma que fumou maconha, e categoricamente diz que não se arrepende! Prefeito, não se arrepende mesmo tendo sido cúmplice de traficantes, ao comprar drogas da mão deles? Se não se arrepende de ter fumado maconha, por que os panfletos apócrifos chamavam Gabeira de maconheiro, entre outras coisas?

Falando sobre a perda da ideologia dos partidos e de fidelidade partidária, Eduardo Paes ao menos foi consiente de admitir que ele "não é bom pra falar sobre isso". Realmente, depois de trocar ao menos 5 vezes de partido, de passar de fiel escudeiro do Cesar Maia para adversário e crítico político, de fazer oposição feroz ao Governo Lula e agora ser grande aliado, não há ideologia ou fidelidade que resista. Paes rebate dizendo que mudou muito de partido "seguindo Cesar Maia", que era então seu mentor, e depois foi para o PSDB, o qual trocou pelo PMDB pra se eleger prefeito. E diz que não voltou atrás quanto as críticas ao filho do Lula durante a CPI dos Correios, mas diz que errou ao atacar alguém só por ser filho do presidente. Mais uma vez, que pena. Paes, você não errou lá, estava certo, Lula e seu filho estavam sim envolvidos em maracutaias, e naquele momento sua atuação foi exemplar. Uma pena também que tenha deixado de seguir Cesar Maia, deveria ter continuado com ele, ou até mesmo no PSDB, e seguido uma ideologia concisa e ética, e hoje com certeza seria um importante quadro político no Rio. Ao invés disso, preferiu se embrenhar pelo fisiologismo e ganância de poder do PMDB.

Para terminar, perguntaram se o prefeito matricularia seus filhos na rede municipal de ensino. Paes diz que sim, e afirma que "a rede municipal de ensino não é ruim". Realmente, prefeito! Você está certo, a rede municipal do Rio, além de ser a maior do país, é de ótima qualidade. Esse nível foi alcançado após anos de trabalho duro do governo anterior, capitaneados pela ex-secretária Sônia Mograb. Fica a pergunta: Se o ensino "não é ruim", então porque tantas críticas durante a campanha? Porque acabar com o sistema de ciclos com progressão continuada? Porque trazer uma paulista para a pasta da Educação, que nem pedagoga é, que não conhece a fundo a realidade do sistema, nem a parte técnico-admnistrativa da Secretaria Municipal de Educação? Vale lembrar que em um post anterior mostramos que Paes confessou que Cesar Maia "deixou todas as escolas públicas um brinco", mas ele "não pode elogiar em público". Tudo bem prefeito. Se é pra ser sincero, a gente passa a mensagem.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Estudantes do país perdem representação: UNE age como braço do Governo Federal!

É inegável que o movimento estudantil no nosso país é dominado pela esquerda. E isso não é de hoje, é algo histórico. No entanto, a União Nacional dos Estudantes vem confundindo ideologia com alinhamento partidário. Nos últimos anos, a entidade vem abrandando seu discurso, passou a defender os interesses do Governo Lula em detrimento dos interesses reais dos estudantes brasileiros. Sua cúpula e seu novo presidente, Augusto Chagas, de 27 anos, são ligados ao PC do B, partido de base aliada do Governo Federal. Chagas foi eleito com 72% dos votos no 51º Congresso da UNE, realizado em Brasília entre os dias 15 e 19 deste mês. O evento teve patrocínio da Petrobras, que destinou R$ 100 mil para sua realização. Durante o Congresso, foi feita uma manifestação contra a CPI da...Petrobras! Segundo a então presidente da UNE, Lucia Stumpf, a manifestação foi "em desefa da Petrobras que queremos construir". Mas peraí, a Petrobras que queremos construir (pelo menos a que eu quero) não seria uma sem corrupção, sem desvio de verbas, sem politicagem, sem jogo de interesses, e que só dê orgulho para o Brasil? Então por que ser contra investigar irrugularidades?! Logo a UNE?

O presidente eleito não fez por menos. Ao assumir, Augusto Chagas declarou que "é mais do que legítimo que o Governo financie o movimento estudantil". Realmente, mas para isso o movimento tem que se fazer de cego e agir de acordo com o que o Governo quer? Se for assim, seria melhor realizar o Congresso no fundo do quintal, mas com um mínimo de integridade e moralidade. Quanto ao silêncio da entidade em relação à crise no Senado e as denúncias contra José Sarney, Chagas afirma que "a mera saída de Sarney não resolve nada" e que "os movimentos sociais não tem função de fazer oposição a governos". Francamente, essa é difícil de engolir. O presidente da União Nacional dos Estudantes, daquele movimento que lutou contra a ditadura de Vargas no Estado Novo; da UNE que foi um brado retumbante durante a Ditadura Militar (de onde surgiram vários líderes estudantis que até hoje estão aí, como políticos influentes), lutou à favor da liberdade, contra a tortura, pela anistia; da UNE que pediu democracia na campanha das Diretas Já; da UNE que teve papel crucial pelo impeachment levantando a bandeira do Fora Collor; é o presidente dessa UNE que hoje diz que "não tem função de fazer oposição a governos", se cala diante de uma crise na política, e torna a entidade chapa-branca, patrocinada e alinhada com o Governo vigente. É, no mínimo, vergonhoso e triste.

Quais foram as últimas grandes conquistas da UNE? Será que a educação nesse Governo é tão boa que a entidade que representa os estudantes não precise reivindicar nada? Será que eles não sabem que o Governo Lula já cortou mais de R$ 1,2 bilhão do orçamento da Educação? Também não percebem que o atual Governo prefere pagar as universidades privadas para ensinar os brasileiros através do PROUNI do que investir de verdade e melhorar a educação superior pública? Será que um homem de quase 30 anos realmente representa os estudantes?

Não, a UNE não representa os estudantes brasileiros e não luta pelos interesses deles. Não mais. A UNE perdeu a expressividade, a irreverência, a acidez dos discursos, a importância e a legitimidade. Mas com isso tudo, quem perdeu mesmo foram os estudantes do Brasil.


ps. A cereja do bolo no Congresso da UNE foi a participação do Presidente Lula. É o unico presidente a ter participado de um congresso da entidade. Nunca antes na história desse país a UNE e o Governo estiveram tão alinhados!

sábado, 18 de julho de 2009

Eduardo Paes é um exemplo de Desonestidade Intelectual!

O post de hoje é originário do excelente blog Perspectiva Política, do dia 14/07. Descreve muito bem como o atual prefeito do Rio omite verdades para manipulá-las a seu favor.

"Existe uma qualidade importantíssima para o ser humano, prezada em demasia por este blogueiro, que está em falta tanto na vida cotidiana de todos como, consequentemente, na vida política. Esta é a honestidade intelectual.

A honestidade intelectual se confunde com a sinceridade e a franqueza, mas não é exatamente nenhuma das duas. Para explicar o que é honestidade intelectual, recorramos à explanação do que é o seu oposto: A desonestidade intelectual.

O desonesto intelectualmente diz que é falso o que sabe verdadeiro, é cínico e nega o que todos os que os cercam sabem ser verdade. O desonesto intelectualmente privilegia seus interesses em detrimento de verdades que não têm nada de controverso. Ele nega o óbvio, sem vergonha de fazê-lo. Ele se recusa a confirmar o que é correto, pois isso atenta contra seus objetivos.

Resumindo, o desonesto intelectualmente mente ou, no mínimo, omite o que lhe convém quando há uma oportunidade, por mais que se espere dele que não o faça. É muito mais nocivo do que alguém que simplesmente omite um fato, pois, diversas vezes, trata-se de alguém de quem se aguarda a verdade

Pois bem. O Prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), teve sua desonestidade intelectual comprovada pelo jornalista Sidney Rezende, que divulga em postagem de seu site, o seguinte episódio:

“Eu disse ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, que havia ficado impressionado com a limpeza e seriedade da gestão de duas escolas municipais que visitei: Lasar Segall, em Realengo, e Roquete Pinto, em Bangu. O prefeito recostou-se na cadeira e elogiou o antecessor:

- Você sabe que o Cesar Maia foi muito criticado pela aprovação automática, mas as escolas públicas são um brinco !

Depois, com humor, Eduardo Paes, arrematou: ‘Só não posso elogiar em público’”.

Lamentável. Vergonhoso. A população do Rio de Janeiro será, pelo equívoco de alguns nas urnas, obrigada a ser comandada por este senhor durante mais 3 anos e meio.

O que teria de mal em reconhecer em público os acertos do antecessor? Não seria muito mais honesto admitir os avanços empreendidos por Cesar Maia?

É esse tipo de prática que macula a política brasileira. Esse conceito de muitos políticos de que ninguém fez nada direito a não ser eles mesmos. Reconheçam-se os feitos do antecessor e prometam-se avanços, melhorias e correções do que está equivocado. Isso sim é honestidade intelectual.

Eduardo Paes só traz um benefício com a declaração que deu. Permite que seja compreendido por nós, perfeitamente, o que é desonestidade intelectual. Configura ótimo exemplo:

Só não posso elogiar em público”

Pronto. Vocês acabam de entender perfeitamente o que é desonestidade intelectual."

É assim que age Eduardo Paes!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cidade da Música: O que foi dito, o que não foi dito, e a verdade!

O prefeito Eduardo Paes, em entrevista recente ao jornal O Globo, disse que pretende retomar as obras da Cidade da Música em agosto, e falou que a gestão do local deverá ser compartilhada entre a iniciativa privada e a Prefeitura. No entanto, Paes disse que não tem previsão de quanto será gasto para finalizar a obra, nem de quanto tempo levará para que isso aconteça, já que a auditoria ainda não foi concluída. Que engraçado! Há alguns meses atrás, foi anunciado que seriam necessários mais 145 milhões de reais e mais um ano de obras! Isso só com uma auditoria preliminar. Agora voltaram atrás?

Na execução de uma obra, quem pede aditivos para construção são as empreiteiras, que por gerir toda a obra sabem dos gastos e dos custos necessários, mas nesse caso era o próprio contratante que, sem consultar as empreiteiras envolvidas, dizia quando seria gasto a mais e em quanto tempo! Era própria a Prefeitura, sem saber das contas do Consórcio Construtor Cidade da Música, dizendo que precisaria investir 65 milhões de reais a mais do que já havia sido licitado para acabar a obra. Depois disso, imagina se alguma empreiteira iria reclamar ou dizer que não precisa! Eduardo Paes e sua equipe realmente não são bons de conta...

Pelo menos agora, nas declarações feitas à imprensa, Paes voltou atrás e diz que não pode afirmar esses números ainda, mas ainda assim disse algo estranho: Que só iria finalizar a Grande Sala e a parte de Administração do complexo, num primeiro momento. Não há razão para isso! A obra já está toda licitada e as empresas devidamente contratadas! A gestão anterior deixou uma conta com 85 milhões de reais, que já estavam empenhados em orçamento, para custear o fim das obras. A atual gestão de Eduardo Paes sumiu com esse dinheiro.

A Grande Sala já está praticamente pronta, já tendo sido inaugurada, inclusive. Este que vos escreve visitou as obras da Cidade da Música em Novembro do ano passado, e averiguou que as salas da Administração também já estavam em estágio avançado. Os jardins externos estavam sendo cultivados em ritmo acelerado, e no dia da minha visita os lagos estavam recebendo uma camada de impermeabilizante. Ficariam faltando a Sala de música de câmara, que não pude visitar, e os cinemas, que seriam entregues "crus" para a empresa que fosse explorar o espaço pudesse decorar e usar mobiliário e maquinário de sua preferência.

Hoje, aquela obra magnífica está lá, parada, com os materiais que já foram todos comprados estragando por falta de uso, manutenção ou instalação. Em 6 meses de obras paradas, o que seria suficiente para finalizar o complexo, já é possível começar a ver sinais de deterioração. Foram gastos 439 milhões, que apesar de tão criticados, estão sendo disperdiçados e negligenciados, já que não se faz uso nenhum daquele espaço. A Orquestra Sinfônica Brasileira continua sem uma casa e sem espaços dignos para ensaio e apresentação.

Foram encontrados até focos de mosquito da Dengue no local. E o atual prefeito fazendo de tudo pra conseguir movimentar mais dinheiro em cima dessa obra e conseguir vincular seu nome a esse projeto. Aposto com vocês que Eduardo Paes fará uma grande festa de (re)inauguração da Cidade da Música, com direito a fotos sorridentes e placa com os nomes dele e do Cabral. Quem viver, verá.


ps. Para aqueles que consideram o valor da construção da Cidade da Música, quase 500 milhões de reais, absurdamente elevado, gostaria de ressaltar que projetos similares e até inferiores ao redor do mundo custaram muito mais caro, e nem por isso deixaram de ser feitos, devido a grande necessidade e importância desse tipo de equipamento. E para efeito de comparação com outras obras de grande importância para a nossa cidade, vou citar alguns números:

Total que será gasto para reforma do Maracanã, incluindo PAN 2007 e Copa do Mundo de 2014: 730 milhões de reais! Esse valor é só o de reformas, sem nenhuma estrutura nova a ser construída. Quase 50% a mais que o total necessário para erguer a Cidade da Musica.

Total previsto para demolição de parte do Elevado da Perimetral, no Porto do Rio, propostro pela atual gestão da Prefeitura: 1,5 BILHÃO de reais! São 3 vezes o valor da Cidade da Música!

Aí ninguém reclama..

terça-feira, 30 de junho de 2009

Prefeitura do Rio economiza na merenda dos alunos! Crianças estão comendo pior nas escolas!

Mais um absurdo do Eduardo Paes! Está economizando dinheiro da compra de comida para a merenda dos alunos da rede municipal de ensino!
Vejam a reportagem do RJTV 1ª edição de hoje, 30/06


Subsecretário só enrolou e não respondeu por quê as crianças estão comendo mal..
Enquanto isso, Eduardo Paes está mais preocupado em lançar seu novo site, que é cópia barata do site da Casa Branca...Deprimente!